Bárbara Yu Belo

Tás Parva, Mulher?


A HISTÓRIA NÃO CONTADA SOBRE A TPM

Bárbara Yu Belo é a fundadora do Fertilidade Natural e autora do livro “O Teu Corpo é a Tua Casa” (2024). Com 20 anos de experiência a trabalhar com mulheres, detém formações especializadas em saúde menstrual e hormonal, fertilidade natural e nutrição – incluindo certificações pelo Institute of Menstrual Health, Institute for Integrative Nutrition, formação avançada em Nutrição Ortomolecular e Psiconeuroimunologia, e é instrutora certificada do método Sensiplan de fertilidade natural.

Mãe de quatro adolescentes (o que equivale a um doutoramento em negociação avançada e gestão de crises emocionais), traz para o seu trabalho uma combinação única de rigor científico e sensibilidade humana.

Curiosa omnívora assumida, Bárbara gosta de relacionar saberes diversos e estar “fora da caixa”. Acredita que o conhecimento não deve ser complicado e que a literacia sobre saúde deveria ser acessível a todos desde tenra idade. A sua paixão é alimentada pelo que aprende com cada pessoa que a rodeia – experiências que a ensinam tanto quanto qualquer curso ou livro.

Aos 37 anos começou a dançar ballet clássico e só pensa parar aos 97 – uma disciplina que lhe ensinou a superar limites, a confiar no processo, a saber arriscar e a rir-se de si própria quando as coisas não correm como planeado. Lições que provam que o corpo tem muito mais para dar do que imaginamos e que, curiosamente, se aplicam perfeitamente ao seu trabalho com ciclos femininos e fertilidade.

Tás Parva, Mulher? – a história não contada sobre a TPM.

Uma palestra que desenterra a história nunca contada da TPM. Desde o Egito Antigo, passando pelos “úteros errantes” da Grécia, até à forma como hoje falamos sobre isto, seguimos o rasto de como uma sociedade inteira decidiu transformar um ciclo natural numa patologia feminina.

Esta não é uma aula sobre TPM nem um discurso de vitimização ou de culpas. É uma viagem sobre como chegámos aqui. Porque é que os sintomas emocionais são tão mais exacerbados do que os físicos – na literatura médica, nas piadas, no imaginário coletivo? “Estás impossível de aturar, deve estar a vir o período” – ouvimos isto de toda a gente, fazemos piadas até entre mulheres. Como é que isto se tornou a forma mais rápida de invalidar o que sentimos?

Não vamos fugir à biologia: as hormonas fazem o seu trabalho, os sintomas físicos existem. Mas e se o verdadeiro problema não for a TPM? E se for o facto de passarmos três semanas por mês a viver com filtro, e apenas uma semana a permitimo-nos ser nós próprias?

O Caminho

Partimos da ideia comum: que estamos todas condenadas a “ficar loucas”, irracionais, menos capazes uma semana por mês. Olhamos para as raízes históricas, para a ciência atual, para a cultura que construímos à volta disto. E fazemos a pergunta que ninguém faz: e se nos tivessem ensinado, desde sempre, que expressar o que sentimos não é patologia, mas humanidade?

Para quem

Para quem já fez a piada e depois pensou duas vezes. Para quem está farto de ouvir a piada. Para quem quer perceber de onde vem esta narrativa toda. Para mulheres e homens que desconfiam que há aqui qualquer coisa que não bate certo – ou mesmo para quem nunca tinha pensado nisso.

A Chegada

Uma forma completamente diferente de olhar para o corpo, para os ciclos, para o que significa ser mulher num mundo que nunca soube muito bem o que fazer connosco.

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